Catarina

Foi a primeira. Nasceu dia 17 de Janeiro de 2005 as 12h52m.

Ela é uma menina linda, inteligente, sagaz, esperta, bem humorada, sarcástica, carinhosa, organizada, teimosa, mandona, obediente e eticétera!!! Ah! Ela pede a benção do papai e da mamãe antes de dormir. :)

Gosta de brincar de casinha, comidinha, filhinha, médico, dona de casa. Adora ver um DVD e esta cantarolando pelos quatro ventos.




Veja como foi a
GESTAÇÃO DELA

E conheça também o primeiro
SITE DELA


Ciça

Nasceu dia 18 de Agosto de 2006 as 00:17hs

Ela é uma menina linda, dócil, emotiva, esperta, bem humorada, perserverante, carinhosa, simpática, tímida e eticétera!!!

Gosta de mamadeira, brincar sentada no tapete, engatinhar, gritar, passear de carro.




Veja como foi a
GESTAÇÃO DELA

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Terça-feira, Setembro 15, 2009

Cecília para mim:
- Mãe, por que você não compra um filtro solar com cor de base?
- Pra quê?
- Protege a pele e não vai aparecer as manchinhas!


!?!?!?!?!?!?!??!?!?!?!??!?!??!?!?!??!?!?!
Onde isso vai parar?

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- Nina, você se lembra de Florianópolis?
- Sim, mãe.
- Sabia que lá tá tendo furacão?
- Mãe, furacão é no mar, lá tá tendo tornado!!!!! TORNADOOOOOO!!!!

Toma!

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Sexta-feira, Setembro 11, 2009

Olás pessoas,

Estou aqui para avisar que iremos voltar. As meninas estão umas figuras e vocês não podem deixar de saber.
Catarina já está uma moça e Cecília não é mais bebê:

Eu pra Ciça:
- Cade o bebê da mamãe?
E ela:
- Cresceu!!!!!!

Estou com saudades...

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Quarta-feira, Novembro 12, 2008

Tenho tantas coisas para contar.... tô com uma saudade disto daqui!

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Sábado, Julho 19, 2008

Papo de mãe é coisa séria!





Gente! Novidades!
Estou participando de um blog super legal que trás textos com a dor e a delícia de ser MÃE! Dicas e textos incríveis sobre a melhor (e mais conturbada) fase de nossas vidas!
Somos 7 Super-Mães que entre uma mamadeira e outra conseguem escrever um pouquinho e compartilhar segredos dessa fase tão especial para toda mulher.

Entrem e critiquem!




http://especialsermae.blogspot.com/




Beijos

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Figuras....



Cecília já está com as dela. É engraçadíssima.
Esses dias ela estava com dificuldade em sentar e fazer cocô no peniquinho. Fiquei lá sentada ao lado dela dando o maior apoio moral e nada. Era um tal de senta e levanta danado. Lá pelas tantas, isso depois de meia hora, resolvi desistir. Olhei bem pra ela e questionei:
- Ciça, você não acha melhor colocarmos uma fralda? Assim você faz cocô a hora que quiser e se quiser fazer em pé também pode.
Ela vira para mim, levanta o polegar com a maozinha fechadinha e diz:
- Boa déia, mamãe.

Mereço!???!!!????!?!?!?!

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Madrinha!!!!




Estamos morrende de saudades da Madrinha e loucos para que a cena desta foto seja mais presente.

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Segunda-feira, Junho 16, 2008

Florianópolis!!!


Pois bem. Final do ano passado foi feita uma reforma no lugar onde trabalho e como o espaço que restou para trabalharmos era uma sala que cabiam 2 pessoas fizemos um rodízio. Eu fiquei para trabalhar na última semana e folgar todas até o carnaval deste ano. Mamatá né? Trabalho lá há 9 anos e foi a primeira vez que fizemos uma reforma. Ou seja, não pense que é todo ano assim, visse?
Pois bem, meu amado marido disse que não poderia interromper os trabalhos e não poderia viajar. Imagina? Teríamos que ficar 2 meses em Brasília. Seria o fim de mim. Não que não goste daqui, mas férias é pra passear, né?
Resolvi então que iríamos para minha terra: Florianópolis. Combinei com as minhas amigas que este ano eu participaria novamente do amigo secreto e fomos! Eu e as duas, de mala e cuia! Já no avião Catarina encontra a colega de sala Letícia e as duas foram a viagem inteira num bate-papo.
Elas conheram a ilha de cabo a rabo. Fomos num monte de praias. Tinha dia que íamos em 3 diferentes. Batemos muitas fotos. Elas conheceram a avó de Floripa e com minha mãe fomos na casa de algumas tias minhas. E essa tias moram em sítios, o que representou uma aula multidiciplinar paras elas. Conheceram minhas amigas,Foi notável a mudança de atitude delas.
Só posso dizer que foi maravilhoso e que elas aproveitaram horrores. O mais legal foi ver o quanto aprenderam e o quanto as pessoas que eu amo também amaram estar com as duas. Era comum pegar a Catarina atracada numa conversa com alguém uns 50 anos mais velho que ela. Ela foi uma mocinha! Só me deu orgulho. A Cecília um doce como sempre. Acho que foi depois dessa viagem que ela começou a querer não usar mais fraldas.

É! A Cecília não usa mais fraldas e isso já faz tempo. Em março, logo depois que voltamos das férias ela me disse certo dia que queria usar calcinha e pediu para eu tirar a fralda. Desse dia em diante Ciça não usou mais fralda. E querem saber o mais impressionante???? Até hoje não vazou um xixi no chão. Até mesmo quando está entretida com as brincadeiras ela pede para ir ao banheiro. Uma fofa! Com um ano e sete meses e já é uma mocinha!

Ah! Na volta, peguei um vôo com conexão em Curitiba e lá Catarina encontrou a Bianca, outra colega de sala. E voltaram juntas noutro maior papo.

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Domingo, Junho 15, 2008





Não resisti e tive que vir mostrar! Tão umas coisas!

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Sábado, Junho 14, 2008

AS IMAGENS LÁ DE CIMA NÃO APARECEM MESMO. NÃO É O SEU COMPUTADOR!
TÁ TRASH ESSA PARTE, MAS PROMETO ARRUMAR. E O QUE VALE É O QUE TÁ ESCRITO!
:D





Como parte do pedido de desculpas presenteio-lhes com um fim de tarde de maio em Brasília (mais precisamente da varanda aqui de casa!).

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Ok! Sobrevivi!
;)


Declaro que a partir de agora eu volto a escrever. Não vou me estender, porém posso dizer que só esta semana meu micro voltou a ter todas as partes necessárias para que funcione, inclusive a parte de comunicação de dados. E não vou me gabar não... tá show de bola. Um baita monitor, 2x500G de disco, sendo que 1 de 500Gb é só da mamãe aqui (não esqueçasm das fotos!), e internet on line (é que tem intenet que não é , aquelas que vc clica e pode ir fazer xixi, botar pipoca no microondas, dar uma espiadela nas notícias de última hora na GloboNews, sabem qual é né?). Teve ainda a parte dos móveis do escritório que mandamos finalmente fazer e ficou simplesmente lindo. Ou seja, eu sou a mamãe mais feliz do mundo.

Não achem que este tempo fora foi por falta de conteúdo, nãnaninanão... A criatividade aqui em casa é formidável. Pena que não vou lembrar de tudo para contar, mas já prometo que a cada uma que lembrar vou transcrever para vcs se divertirem também.

Agora, exatamente 14/06/2008, Catarina está com 3 anos e 4 meses e 3 semanas e 4 dias e Cecília com 1 ano 9 meses 3 semanas e 3 dias.
Neste meio tempo algumas mudanças ocorreram como Ciça ter saído por si só das fraldas há 2 meses. Povo independente dessa casa! :)
Catarina está cada dia mais perspicaz.

Hoje mesmo (e foi por essa que eu voltei neste exato momento, não podia deixar de contar...) colocamos as duas nas respectivas camas e Catarina pediu para eu deitar com ela um tempo e eu combinei que era só até ela terminar de tomar a vitamina e ela concordou. O papai demorou um pouco para trazer e eu fiquei fazendo cafuné, uma delícia! Ela tomou tudo e eu quis ficar mais um pouquinho e resolvi rezar com ela. Fiz o sinal da cruz e ela quis imitar. Rezei um pai-nosso e uma ave-maria e ela bem bonitinha tentando fingir que sabia de cor repetindo só a última sílaba de cada frase. Aí resolvi ir no improviso e pedi proteção para as minhas filhas, Catarina e Cecília, ao papai, a todas as pessoas... Foi quando Catarina me interrompeu e disse:

- ô mãe! Mas Deus esqueceu de me proteger aquele dia que entrou uma abelha aqui dentro do meu quarto.
Aí, na hora, de sopetão, eu disse que Deus quando tinha a tinha feito sabia que ela seria uma menina muito inteligente e que ela saberia se defender dos pequenos perigos da vida, como quando uma abelha chegar perto.

Posso?
Ela anda numa onda de direitos.

Beijos com saudades a todas as nossas amigas virtuais!

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"A vida necessita de pausas..."
Carlos Drumond de Andrade





































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Quinta-feira, Janeiro 24, 2008

Presépio...


A vida é realmente engraçada. Nunca me imaginei numa cena dessas, mas acabei nela.
Esta primeira foto é minha mãe e eu no presépio que a prefeitura de Florianópolis monta todo ano na Praça XV de Novembro.
E abaixo sou eu com Nina e Ciça e o mesmo presépio.



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Férias!


Papai trabalhando nas férias e a gente em casa sem ter muito o que fazer.... resolvemos pegar um avião e ir ali na praia dar um mergulho! :)





Tia Lê, Patty, Gi, Shá, Nessa, Gi, Márcia.
No chão mamãe, tia Bia e Thata.
Nos colos Ciça, Gabriel e Ryan. Catarina dormia no momento da foto.


Tá tão difícil...

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Terça-feira, Dezembro 11, 2007

Tá realmente difícil e complicado atualizar o blog, mas prometo voltar logo.
Enquanto isso deixo umas fotos.
Beijos

Sombrinha em baixo da goiabeira!

Farra mesmo!

Brincando de tinta com as primas!

As minhas meninas maluquinhas!

Imagina esse olhar daqui um tempinho.... ai ai

Minhas princesas!

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Quarta-feira, Dezembro 05, 2007

Amizade entre pais e filhos


Vamos refletir sobre a questão e sobre a amizade entre pais e filhos. Uma relação de amizade abrange bem-querer, companheirismo e cumplicidade. Estas qualidades podem fazer parte da relação pais e filhos mas, não são a base. Numa relação de amizade deve existir reciprocidade que supõe horizontalidade nas relações estabelecidas, isto é, igualdade, simetria entre as partes. No entanto, não existe educação sem hierarquia, por isso a relação entre pais e filhos é assimétrica.

Os pais se dedicam (a vida toda) a seus filhos e o que devem esperar é respeito e não reciprocidade. Pais devem ficar num “patamar” superior aos filhos. E é claro, muitas vezes, saírem desse “patamar” e chegarem ao nível dos filhos: brincar, soltar pipas, jogar futebol, tênis, contar piadas, passear etc... mas, logo depois devem voltar para os seu lugar. Pais e mães são referenciais para seus filhos. São “porto seguro”, exemplo, modelo... Decisões devem ser tomadas pelos pais, como por exemplo, a decisão de matricular o filho numa escola. Uma criança não pode arcar com tamanha responsabilidade e, principalmente em nome da amizade. Alguns pais dizem que “não há problema, meu filho pode tomar esta decisão, porque nós falamos tudo um ao outro”.

Ao se propor aos filhos essa relação horizontal, na qual se fala tudo e se espera ouvir tudo deles, não se preserva o distanciamento necessário para que cada um se constitua como sujeito. Os filhos têm segredos que não compartilham com os pais (e nem devem!!). O que estes pais não percebem é que agindo dessa forma, não estão instrumentalizando a criança para a vida, não estão favorecendo a construção da ética, pois assumir a responsabilidade de escolher a escola para seus filhos é tão importante quanto interditar tudo aquilo que represente perigo físico ou psíquico aos filhos.

Dizer NÃO e estabelecer limites é muito mais trabalhoso do que dizer sim e deixar acontecer. Em alguns casos, dizer sim aos filhos é mais que danoso: é perverso! Pais precisam de paciência, que exige TEMPO, (não só a qualidade de tempo, a quantidade de tempo é igualmente importante!) e disposição para argumentar. Não podemos nos esquecer de que é de suma importância a segurança e coerência dos pais na transmissão de valores familiares, das regras e leis. É comum observarmos que determinadas crises na adolescência são provenientes da falta de investimentos na infância, que não podem ser delegados a outros ou às escolas. Sem a preservação da sua autoridade, não é possível a nenhum pai ou mãe educar.

Consuelo Carvalho de Araújo - Pedagoga especialista em educação

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Quarta-feira, Novembro 07, 2007

Não aguentei e comprei um escorregador!!!!

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Terça-feira, Novembro 06, 2007

Web cria confessionário para mães em desespero! (Vale a pena)




Clique aqui para conferir!

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Quinta-feira, Outubro 18, 2007

Manha pra comer? herança dos pais
Estudo com mais de 5.000 pares de gêmeos sugere que aversão a experimentar novos alimentos tem causa genética


KIM SEVERSON
DO "NEW YORK TIMES"


P ara a pequena Fiona Jacobson, o cardápio semanal do jantar é mais ou menos o seguinte: macarrão. Macarrão. Macarrão. Macarrão. Fritas. Macarrão. No sétimo dia, Jacobson, 5, varia a dieta e desfruta de um pedaço de massa de pizza sem queijo nem molho.
Já a família Baker alterou seus planos de férias para acomodar as necessidades de Sasha, 11, tão avesso a frutas e legumes que certa vez desmaiou com o cheiro de um suco de laranja. Em vez de ir a Praga, na República Tcheca, os pais do menino optaram por ir a Barcelona, na Espanha, onde esperam que a comida o agrade mais.
E, na residência dos Useloff, o gosto do jovem Ethan é tão limitado que a casa funciona como um restaurante rápido. "Eu ajo como essas mães horríveis e faço jantares separados para todos", conta Jenny Useloff.
As três famílias compartilham de um problema. As crianças não só são seletivas demais quanto ao que comem e subitamente passam a rejeitar pratos que antes apreciavam como também sofrem de neofobia -temem novos alimentos ou pratos.
Mas, para os pais que se preocupam com a possibilidade de que seus filhos jamais aprendam a comer outra coisa que não achocolatados com leite, jujubas e um cacho ocasional de uvas, um estudo publicado recentemente parece oferecer algum alívio. Os pesquisadores avaliaram os hábitos alimentares de 5.390 pares de gêmeos entre oito e 11 anos de idade e descobriram que a aversão a experimentar novos alimentos é, em larga medida, hereditária. A mensagem para os pais, portanto, é que o problema não está em seu talento culinário, mas em seus genes.
O estudo, conduzido por Lucy Cooke, do departamento de epidemiologia e saúde pública do University College de Londres, foi publicado pelo "American Journal of Clinical Nutrition" em agosto. Cooke e outros estudiosos da área acreditam que a pesquisa seja a primeira a usar uma escala-padrão para investigar a contribuição da genética e do meio ambiente para a neofobia infantil.
Segundo a pesquisa, 78% do problema tem origem genética e 22%, origem ambiental. "As pessoas descartavam essa idéia porque estavam concentradas em observar a associação social entre pais e filhos", afirmou Cooke. "Já eu parti da posição de que não desejava culpar os pais pelo problema."
Nutricionistas, pediatras e pesquisadores vêm dedicando sua atenção mais às crianças que comem em excesso do que àquelas que comem muito pouco. Mas casos de obesidade infantil são bem menos freqüentes do que episódios de seletividade exagerada de alimentos. Em algumas famílias, as refeições feitas em grupo se tornaram brutais campos de batalha, e os responsáveis pela cozinha entram em colapso diante do esforço de criar mil variações de macarrão com queijo.

Razão evolutiva
A maioria das crianças come uma ampla variedade de alimentos até os dois anos, quando subitamente pára. Essa segunda fase pode durar até os quatro ou cinco anos de idade, e acredita-se que seja uma resposta evolutiva. As papilas gustativas perdem sensibilidade no momento em que as crianças começam a andar, dando-lhes mais controle sobre o que comem. "Se nós simplesmente saíssemos correndo da caverna, na era em que fomos bebês das cavernas, e enfiássemos qualquer coisa na boca, a prática seria perigosa", diz Cooke.
O ceticismo natural quanto a novos alimentos é uma parte saudável do desenvolvimento de uma criança, afirma Ellyn Satter, especialista em nutrição infantil. Cada criança tem um conjunto singular de sabores que aprecia e que detesta, os quais Satter acredita estarem determinados geneticamente. A única maneira de a criança descobrir esses gostos é colocar comida na boca e tirar repetidas vezes, diz.
A conexão genética parece sensata para Jennifer Useloff, cujo filho aprecia variações de um mesmo tema alimentício: pão com queijo, acompanhado por alguma fruta e um ocasional nugget de frango. No passado, Useloff, 36, era exatamente como o filho: ainda que bebesse litros de leite, recusava-se a comer frutas ou legumes crus. Comidas novas a apavoravam.
A aversão persistiu até depois dos 20 anos de idade e só foi superada quando ela decidiu trabalhar racionalmente para escapar dos seus temores. "Sinto-me culpada", diz Useloff. "Temo que meus filhos sejam assim por minha causa."

Driblando os genes
Mesmo que a neofobia alimentar pareça ter origem genética, os médicos dizem que os pais não podem simplesmente ceder e fazer mais um prato de macarrão. "Temos de compreender que biologia não é destino", disse Patricia Pliner, professora de psicologia social na Universidade de Toronto (Canadá).
Especialistas concordam que a exposição calma e repetida a um novo alimento, pelo menos uma vez por dia, de cinco dias a duas semanas é uma forma efetiva de superar os temores da criança.
É claro que tentar introduzir o mesmo alimento semana após semana pode se tornar um trabalho de Sísifo. Alguns pais desistem. É o que Jessica Seinfeld fez. Mulher do ator Jerry Seinfeld e mãe de três crianças pequenas, ela perdeu a paciência após tentar inúmeras vezes convencer seus filhos a experimentarem frutas e legumes.
Para contornar o problema, ela desenvolveu um método alimentar que se baseia, essencialmente, em mentir. O novo livro de Seinfeld, "Deceptively Delicious" [Enganosamente delicioso], delineia uma série de receitas que têm por base purês de frutas e legumes, combinados aos alimentos de forma que as crianças não percebam. Meia xícara de purê de abóbora desaparece em meio a um prato de massa com leite e margarina. Há abacates escondidos no pudim de chocolate e espinafre nos brownies.
Alguns especialistas discordam do método. "Não me parece a melhor a estratégia", diz Pliner. Há a questão do que fazer se as crianças descobrirem, algo que poderia fazê-las perder a confiança na comida oferecida pelos pais. E ocultar os ingredientes não ajuda uma criança a aprender a apreciar novos sabores.
Caso repetir uma comida ou ocultar os legumes não funcione, e desde que o estado de saúde das crianças seja acompanhado por um pediatra, os especialistas sugerem que a melhor solução é a paciência. "A menos que a questão se torne muito grave, tende a ser bem mais passageira do que os pais imaginam", diz Harriet Worobey, diretora da Escola de Ciências da Nutrição da Universidade Rutgers.

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TRADUÇÃO DE PAULO MIGLIACCI

Fonte: Folha de São Paulo

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